Pois sim, e nada isto é retirado de um blog ou de um forum, mas sim de mim e da minha experiencia de vida.
Tive uma vida agradavel mas com as suas desilusoes, e é sobre uma delas, sendo em contexto geral que venho falar aqui, sobre uma desilusao amorosa que tive com uma ex namorada minha uns tempos atras e sobre como isso afectou a minha vida e a vida dela, sobre as angustias, frustraçoes e o momento em que me apercebi que merecia melhor.
A minha vida:
Fui primeiro filho e por isso o mimo da mae reflectiu-se na minha vida, ja na escola. Era muito timido e reservado e tinha dificuldades em me impor ou relacionar com os outros miudos, e em certas circuntancias e porque as crianças conseguem ser muito sadicas, fui inclusivamente humilhado em publico.
Entao eu so queria uma coisa, crescer, e pedi tanto que me foi concedido, com 16 anos tinha 1,91 mas nao tinha fisico nenhum, era muito magro e fui aconselhado a fazer algum desporto para desenvolver a musculatura, e assim o fiz.
Escusado sera dizer que com 17 anos, e depois de muito treino de andebol, no ABC de Braga, e de musculaçao conjunta, eu era um poço de confiança, e muito diferente do que tinha sido antes, em mais tenra idade.
Mas exactamente por ter sido assim so comecei a namorar por volta dessa mesma idade, mas com uma rapariga de Guimaraes, hehe.
Namoro de um ano, cheio de estupidez de ambas as partes, mas que fez com que descobrisse um outro atributo meu, a facilidade de falar com mulheres.
Fui morar para beira do mar, e devem imaginar o que é morar na praia no Verao, sendo que deixei o andebol pelo basket, e na altura de 19 anos, era um jogador federado, que ficava com somente 1,93m nos lugares cimeiros nos concursos de afundanços, e era e continuava a ser um poço de confiança, sendo que tinha sempre muitos amigos, e tinha uma agressividade exagerada, talvez por simplesmente ser grande e respeitado no seio dos amigos, inclusivamente fui visto muitas vezes nos carros patrulha da PSP, algo que nao me orgulho.
Fiz um senhor serviço militar, com bona verde, e ainda mais confiança me deu e musculos.
E mais uma namorada, esta de duraçao de um ano e meio, foi naquela altura o namoro mais serio que tive.
Ela era muito bonita e muito popular e eu popular era, mas so um senao, ela era muito baixa lol, eramos muito novos, e eu nao estava apaixonado, ou pelo menos nao o senti dessa forma.
No entanto sempre fui muito dedicado a esta namorada, sempre estive do lado dela, fizemos ferias juntos, isto nos nossos 20 anos, mas a universiade dela e os amigos dela meteram-se no meio.
Com uma chamada de telefone, disse que tinha acabado e que nao tinha volta, ela teve muitas mas atitudes comigo, como zangar-se numa disco por eu a beijar quando algum homem a olhava (coisa normal) e depois com os amigos à mistura e um temperamento explosivo eu decidi que mesmo gostando dela eu estava melhor sem ela.
Podera ter sido um dos maiores erros da minha vida.
Ao que vim a saber depois ela era doida por mim e necessitou de acompanhamento de um psicologo para superar a nossa separaçao, e nunca mais me perdoou. Ou pelo menos até agora, uma vez que ainda sei onde ela se encontra.
No mes seguinte comecei a namorar, outro grande erro da mnha vida, começar uma relaçao para acabar outra. Apesar de ser alguem que é fiel, e isto é incrivel, assim que acabo uma relaçao, tem sempre alguem que aparece para querer o lugar deixado, mas eu nunca sinto nada por elas.
E esta nao fugia à regra. Mas era diferente da anterior.
Super meiga, atenciosa e disponivel, pecava pela falta de afirmaçao pessoal, ou seja, tudo o que eu achava estava correcto e isso cansa, mas, sendo eu alguem que gosta de estabilidade, namorei com ela 5 anos, até aos dias em que a personalidade dela decidiu aparecer da pior maneira possivel. No entanto nunca me deu razoes para ciumes, para desconfiar, sempre do meu lado e sempre pronta a mostrar o que sentia, mesmo apos 5 anos.
Nessa altura, eu era o grande que sou hoje em dia mas com 26 anos e com o meu carro novinho topo de gama, ainda me sentia super bem comigo, e acabei com ela ao ir ao casamento da minha prima, e ser confrontado por telefone que nao o devia ter feito por ela nao o querer.
Isto tudo quando tinha uma jovem de 24 anos, muito bem sucedida na vida e com uma forma de ser e de estar muito dinamica a convidar-me para sair do casamento.
Acabei com ela, e nunca mais lhe falei. Escusado sera dizer que a relaçao nova com essa rapariga durou cerca de 2 semanas até eu ver que ela vivia de aparencias e me apresentava a todas as amigas como namorado e aos amigos como amigo, e mais uma vez acabei por telefone.
Nao me livrei de fugir de uns amigos da minha ex que me esperavam em casa, e graças a uns tiros de pistola 6,35 tudo acabou em bem, porque eu é uma coisa, a minha familia é outra.
Entretanto a crise. Fico sem o meu carro e emigro, para a França.
A vida muda, o ambiente é diferente, as pessoas menos comunicativas.
Passado um ano conheço uma portuguesa com quem começo a namorar e me prega uma das maiores partidas da minha vida, e me engana, fui eu a acabar com ela, de uma forma abrupta com uma discussao, mas até foi facil para mim, fora a decepçao.
O unico ponto comum até agora?? Nunca gostei de nenhuma mulher na minha vida.
Tive pequenos relacionamentos de semanas, muitos que nunca deram em nada, porque vi que com a idade ja nao se suporta qualquer coisa, até um dia de Dezembro, dia 8 ja com 29 anos, conheço uma mulher.
Ela era simples, nao era complicada, divertida, e no entanto muito segura de si, e com uma forte personalidade.
Foi tiro e queda e esse foi o fim de semana melhor da minha vida, e acreditem que senti a seta do cupido.
Foi a primeira vez na vida que a paixao me mordeu daquela forma, e apos a paixao, e a luxuria, ficou o sentimento, o amor.
Nunca me tinha sentido assim, mas com 30 anos as pessoas sao diferentes, e aquela distancia confortavel que eu sempre mantive até agora deixei de a manter e sonhei com coisas que nao tinha sonhado, e imaginei coisas que nunca tinha feito, mas foi com a pessoa errada.
Ela era uma mulher que gostava de se sentir independente ao ponto de achar que qualquer plano feito a dois, seria uma obrigaçao a cumprir.
A sua rejeiçao perante as minhas ideias fez com que eu me sentisse depreciado, e a insegurança nestes casos, algo que ainda nao tinha sentido, jogou o papel fundamental para o fim inevitavel desta relaçao.
Sou muito grande mas muito sentimental, sou aquela pessoa que diz e mostra que ama, mas que explode de raiva quando se sente prejudicada ou ameaçada, mas nao consigo ser frio e insensivel, mas do outro lado tinha o oposto de mim, alguem que se cansava de mim, talvez por minha culpa, e que por isso mesmo ia cada vez mais se afastando mais e mais, até chegar ao ponto de dizer que as minhas chamadas, eram um control, e isso mexia muito comigo.
Tantas vezes vi um namoro que ja estaria acabado que acabava eu antes, mas no entanto, aquilo que nunca tinha sentido antes, o amor, obrigava-me a voltar atras.
Esta relaçao acabou passados um ano e meio, e de uma forma muito dolorosa. Eu convenci-me de que a culpa foi toda e somente minha, e so dependia de mim a convencer que ia mudar.
Sei que tinha de mudar muitas coisas, mas sei que nao reagia de certas formas, se nao fosse o excesso de independencia até chegar ao arrogante dela.
Toda a gente quer ser amada por alguem, mas quando se é amado por alguem que nao se ama, isso torna-se perseguiçao, e assim fui rotulado apos uma semana de perseguiçao.
Andei dois meses a ver o que poderia fazer, convenci-me de que tinha de respeitar as decisoes de independencia dela, até ao ponto de abdicar das minhas ideias de um relacionamento.
Nao me entendam mal, até gosto que uma mulher seja independente, mas ao ponto de se ter medo de lhe ligar, ou de lhe falar, e em que quando se pede algo, ou quase se implora, se seja entendido como uma exigencia, vai muita diferença.
Nao lhe tenho rancor, ela nao me magoou de proposito, so simplesmente deixou de me amar e acredito que a minha insistencia fosse até chata.
Mas depois de dois meses em que me convenci que deveria fazer isto e aquilo, sem sequer ter tido uma minima demonstraçao de que era correspondido, eu cheguei ao ponto em que vi que afinal nao tinha nada que eu podesse fazer.
Eu nao tinha assim tantos defeitos, ela simplesmente ja me tinha esquecido e estava na hora de eu o fazer tb pois so a estava a chatear, e isso notava-se.
Nunca a vou esquecer, pois foi o meu unico amor, e esta experiencia que me sirva para o futuro, para mim e para quem ler.
Hoje sei que tenho de seguir a minha vida, esquecer o que de mau aconteceu, e guardar as coisas boas desta relaçao. No entanto tenho um longo caminho pela frente até deixar de a amar.
E assim me despeço, dela, e de vos, pois sera, pelo menos por agora, um dos meus ultimos posts.
Com a certeza de que fui bem entendido neste post, e na minha vida, sem rancores vos deixo a historia da minha vida.
Abraço a todos.