Um anel de diamante, uma ramo de vinte rosas, uma garrafa de champanhe e uma caixa de chocolates belgas e hoje sou um noivo.
Sinto-me satisfeito por mostrar à pessoa que me é mais especial que consigo ser o que ela precisa, e acima de tudo esconder os fantasmas que ainda me perseguem apesar de eu nao lhes ligar.
Sou alguem mais feliz agora, decidi que a minha namorada merecia alguem melhor que eu, entao dei-lhe alguem melhor, EU, mas diferente, mais seguro, e mais consistente.
Apesar de tudo, eu noto que tenho sempre algo a bater na cabeça, mas logo de imediato tento afastar algum pensamento negativo, dizendo a mim mesmo “Chega, nao comeces de novo” e acima de tudo evitando entrr numa espiral de perseguiçao e de busca pelo mal, pois ele nao existe, e se existir, nunca sera tao grande ou significativo, para que eu simplesmente nao o consiga evitar.
Adoro a minha namorada, e o mal é nao conseguir deixar de pensar nela. Com a familia e trabalho é o mesmo, mas é nela que deposito as expectativas sobre o meu futuro, e com ela imagino algo sorridente, e quanto mais penso pior, e é dificil evitar, pois so me apetece ligar e sei q se exagerar ela vai se sentir mal como eu proprio me sentiria, e vou esperar algo mais do que ele me pode dar, e depois recomeça o ciclo do costume.
é dificil pensar para nos proprios, para amanha nao ligar aquela hora, ou evitar fazer isto ou aquilo para nao correr o risco de parecer obsessivo, pq eu proprio nao o quero ser. No fundo, eu nao a quero controlar, mas sim ouvir a sua voz, nao me interessa com quem esteve ou o que fez, mas ela, no entanto acredito que posso causar outro tipo de ideias.
E é isso, se eu tenho conseguido qualquer pessoa consegue, tenho conseguidolimitar qualquer zanga a uns breves minutos, sem exageros, pq nao vale a pena, sabendo o que temos e que pensamos, é so sermos mais espertos que a nossa propria mente e este novelo de sentimentos que fazem a nossa mente confusa.



ola boa noite
foi com muito agrado que vi este blog…tenho 36 anos e casei ha 1 ano depois de viver 5.Ao dia de hoje estou a 1200km e a 31 dias de quem amo e dos seus filhos, acho que tem borderline por tudo o que li e agora entendo finalmente, desde factores geneticos ao livro “i hate you…dont leave me”,desde de me sentir codependente estou num caos no papel de vitma,ha 4 meses comecei a ir ao psicologo, hoje entendo que nao estava bem mas que a causa nao seria eu mas a minha mulher, daqui a 10 dias do natal penso que ela pode estar no processo de tomada de conhecimento da doença…nunca auto se mutilou mas ha 31 dias teve um parasuicidio ou tentativa simulada de suicio como forma de chantagem emocional, o que veio a despoletar tudo isto, ha anos que estava desconfiado que algo nao batia certo, mas no ultimo mes nao me parece ter muitas duvidas a nao ser o bipolar ou o borderline…compreendo o a si e a sua namorada…mas tambem tenho uma vida propria que por tanto a amar foi se disintegrando ao longo dos anos…por tanto gostar dela…mas nao guardo rancor…gostaria saber se me poderia ajudar uma vez que existe um pacto de silencio do psicologo e familia em relação a minha pessoa, por motivos de eu enendo muito tambem por nao me encontrar bem…e poder reagir mal ao diagnostico oficial, nao me culpam absolutamente de nada nem ha contactos pois penso eu que imaginam o que ja passei, nomeadamente ser a 2a tentativa …a primeira nao saouberam..erro meu.
gostaria de falar consigo, vi as datas dos post e a quem me possa ajudar, principalmente no tempo da tomada de consciencia por parte do paciente ate ao sentimento de vergonha e culpa que acho que esta presente a data, eu..que tambem sou gente ..segundo um amigo…ja estou com a auto estima demasiada alta e pode me levar a reagir com um divorcio..que nao quero…mas digo a quem me le…nao e facil…nada facil os papeis de paciente e de vitima…a minha sorte? umas largas dezenas de paginas que escrevi nos ultimos 24 meses que passei ao psicologo…boa pessoa que tentou prever a crise da tentativa de suicidio e nao foi a tempo…em menos de uma semana duvidei da minha sanidade…e uma doença pelo que li que normalmente se diagnostica pelas vitimas em casos menos graves sem internamento…eu sei la…
perdoem me a falta de pontuação mas e tarde estou cansado e sem sono…
se me poderem responder a relatividade do espaço temporal entre a tomada de conhecimento e aceitação da doença agradeço..o meu mail antbrito@sapo.pt
Comment por Antonio — Dezembro 15, 2008 @ 3:15 am